Segundo o Greco, os membros da quadrilha desbaratada ontem em Campo Maior ficariam com R$ 1 milhão cada se o assalto ao banco da cidade fosse concretizado.
Pelo menos 14 instituições financeiras já foram alvo da ação de
quadrilhas especializadas somente este ano no Piauí. 20 pessoas já foram presas
nas ações da polícia para combate a este tipo de crime e outras sete acabaram
morrendo em confrontos armados durante tentativas de abortar as ações
criminosas. Os dados são do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) e
foram repassados pelo delegado Willame Morais, que coordena a delegacia
especializada da Polícia Civil.
A polícia apresentou, na manhã de hoje (26) os três indivíduos presos após intensa perseguição na região de Castelo do Piauí e Campo Maior e, segundo os depoimentos colhidos dos suspeitos, cada membro da organização
criminosa ficaria com pelo menos R$ 1 milhão caso o roubo às instituições
financeiras que pretendiam praticar ontem tivesse sido concretizado.
Para o coordenador do Greco, a quadrilha, que formada por criminosos
pernambucanos e paraibanos, tinha um objetivo bastante claro e atuavam de forma
extremamente bem estruturada. Segundo o delegado, até casa eles havia alugado
em Campo Maior para servir como ponto de apoio.
O delegado Willame Morais, coordenador do Greco, divulgou dados das ações de combate a ataques a bancos no Piauí (Foto: Moura Alves/O Dia)
Além dos três indivíduos presos ontem, a polícia ainda faz buscas
por mais três pessoas, que ainda se encontram em fuga na região de Castelo. “O líder dessa quadrilha é pernambucano e não
atua diretamente nos ataques, mas fornece todo o aparato para que eles sejam
feitos: aluga carros, provê armamento, cuida da logística de instalação da
quadrilha nas cidades-alvo e articula a comunicação entre os vários estados do
Nordeste”, explica Willame.
A prova de que o grupo possui estrutura bem montada, segundo o
delegado, é o tipo de armamento por ele utilizado, que inclui armas de guerra
como calibre 762 e caibre 556, fuzis e munições de alto poder destrutivo.
Somente em Teresina, nos quatro primeiros meses deste ano, o Greco apreendeu
quase 300 emulsões, ou seja, 300 bananas de dinamite em poder de integrantes e
suspeitos de integrar quadrilhas especializadas em ataques a bancos.
Sobre os criminosos que continuam foragidos, a Secretaria de
Segurança informou que deslocou efetivos do BOPE, das Forças Táticas de Campo
Maior, Castelo e São Miguel para região. A operação também conta com o apoio da
Divisão de Operações Especiais da Polícia Civil.
Por: Maria Clara Estrêla
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